A VIDA INTELECTUAL DE ANNE FRANK
- Ribas Carneiro
- há 4 dias
- 3 min de leitura
Para seus algozes, ela deveria ser esquecida para sempre, mas Anne Frank marcou seu nome na história.
ANNE FRANK ENSINA A CULTIVAR A VIDA INTELECTUAL
Anne Frank se escondeu com sua família durante a perseguição nazista aos judeus. No esconderijo, ela manteve um diário que se tornou um dos livros mais lidos de todos os tempos.

Há um registro em O diário de Anne Frank que por si só vale todo o livro.
No dia 05/04/1944, ela escreveu sobre seus anseios de ser escritora. É um trecho precioso em que Anne Frank ensina como cultivar a vida intelectual.
[...] Tenho de estudar para não ficar ignorante. Para avançar mais tarde na vida, para vir a ser uma jornalista! Sei que sou capaz de escrever bem, alguns de meus contos são bons, as minhas descrições do Anexo têm humor, há passagens eloquentes no meu diário, mas... ainda não provei que tenho, de fato, talento. O sonho de Eva é minha melhor história, e acho estranho que nem eu mesma saiba explicar aonde fui buscar aquilo.
Uma parte de A vida de Cady também não está mal, mas o conjunto não presta.
Sou eu mesma meu crítico mais severo. Sei o que está bem ou mal escrito. As pessoas que não escrevem não imaginam quanto prazer isso pode dar. Antigamente tinha pena de não saber desenhar. Mas agora sinto-me feliz por saber, ao menos, escrever. E se não tiver talento suficiente para escrever livros ou artigos de jornal, enfim, sempre me restará escrever para meu próprio deleite.
Quero vir a ser alguém. Não me agrada a vida que levam a mãe, a Sra. van Daan e todas essas mulheres que trabalham para, mais tarde, ninguém lembrar delas. Além de marido e de filhos, preciso de mais alguma coisa a que me possa dedicar! Quero continuar a viver depois da minha morte. E por isso estou tão grata a Deus que me deu a possibilidade de desenvolver o meu espírito e de poder escrever para exprimir o que vive em mim.
Quando escrevo, sinto um alívio, a minha dor desaparece, a coragem volta. Mas me pergunto: algum dia escreverei coisa importante? Virei a ser jornalista ou escritora? Espero que sim, espero de todo meu coração! Ao escrever, sei esclarecer tudo, os meus pensamentos, os meus ideais, as minhas fantasias. Não tenho trabalhado em A vida de Cady, mas sei como desenvolver a história e só não consigo fazer rapidamente. Pode ser que aquilo nunca acabe e que vá para o cesto de papel ou no fogão. Não é uma ideia agradável, mas penso: com catorze anos e com tão pouca experiência, ainda não se pode, afinal, escrever uma obra filosófica.
Não quero perder a coragem. Tudo tem de dar certo, pois estou decidida a escrever!” (p. 141)
A vida intelectual de Anne Frank
Anne Frank ensina que uma vida intelectual é uma das coisas mais importantes que um indivíduo pode ter.
Este trecho não precisa de explicação. Este é um depoimento que serve para todos os que aspiram a uma vida intelectual.
Enquanto viveu clandestinamente no Anexo, uma habitação paralela em um depósito de Amsterdã, Anne Frank escreveu seu diário.
No registro dos dias, ela revela sua rotina de estudos e leituras, suas obras favoritas e passatempos. No trecho destacado aqui, ela fala de suas outras produções literárias, experimentos que fazia pensando em seu futuro como escritora.
Isso tudo em meio às dificuldades da vida clandestina.
Além de alguns contos, Anne Frank compilou trechos de obras. Uma atividade que revela sua dedicação à tarefa de escrever.
VOCÊ TAMBÉM PODE
Se você leu este texto até aqui, com certeza tem muito mais oportunidades e condições do que Anne Frank teve.
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SERVIÇO
FRANK, Anne. O diário de Anne Frank. Barueri: Garnier, 2023.
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