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A PAIXÃO DE CRISTO EM PINTURAS

Preparei, para esta Páscoa, uma pequena mostra de pinturas que retratam os diferentes momentos da Paixão de Cristo.


A ENTRADA TRIUNFAL DE CRISTO EM JERUSALÉM

A Semana Santa se inicia com o Domingo de Ramos.


De acordo com os Evangelhos, Jesus retornava a Jerusalém, reconhecido pelo povo como Messias e recebido com festa. Apesar da recepção triunfal, Jesus entrou na cidade de forma humilde, montado em um burrinho.



Entrada de Jesus em Jerusalém, afresco de Giotto de Bondone (1267-1337).

"Entrada de Jesus em Jerusalém", de Giotto de Bondone (1267-1337). É parte do conjunto de afrescos sobre a vida de Cristo na Capela Arena (Capella degli Scrovegni), em Pádua, Itália. Por fazer a transição entre arte medieval e renascentista, Giotto é considerado o pai da pintura do renascimento. (fonte)


A SANTA CEIA

Logo o mesmo povo de Jerusalém se viu manipulado pelos sacerdotes do Templo, que temiam a crescente importância do Messias.


Entretanto, Jesus e os discípulos se preparavam para a celebração da Páscoa, dentro dos ritos judaicos. Eles encontraram um lugar para sua ceia de Páscoa e ali se reuniram.


"A última ceia", de Leonardo da Vinci.

"A Última Ceia", por Leonardo da Vinci (1452-1519), é provavelmente o afresco mais famoso de todos os tempos. Produzida entre 1495 e 1498, decora uma parede do refeitório da Igreja de Santa Maria delle Grazie, em Milão. (fonte)


AGONIA NO HORTO DAS OLIVEIRAS

Após a ceia, Jesus Cristo foi ao Horto das Oliveiras com três discípulos, Pedro, Tiago e João. Nesse local, Ele se afastou e rezou pedindo ao Pai que, se fosse de Sua vontade, que o liberasse do sacrifício. Mas acatou seu destino.

Em agonia, Jesus buscou seus discípulos por três vezes, sempre encontrando-os dormindo. Em sua solidão, orou e suou sangue.


"Agonia no jardim", quadro de Andrea Mantegna (1431-1506).

"Agonia no Jardim", por Andrea Mantegna (1431-1506), pintado por volta de 1450 (National Galery de Londres). O quadro mostra Jesus contemplando querubins com a cruz que viria a ser Seu suplício. Em primeiro plano, os discípulos a dormir. Ao fundo, Judas Iscariotes se aproximando com os guardas. (fonte)



A PRISÃO DE JESUS CRISTO

Judas Iscariotes chega com soldados do Templo. Para identificar o Messias, ele beija a face de Cristo, que é entregue às autoridades religiosas de Jerusalém.


Um discípulo reage e fere um dos soldados. Nesse momento Jesus tocou o soldado e curou-o de imediato, foi Seu último milagre.


"Beijo de Judas", por artista anônimo (século XII), registrado no Crucifixo 432, da Galeria degli Uffizi.

"Beijo de Judas", século XII, de artista anônimo denominado Maestro della Croce 432, em referência ao número de inventário da peça. Esta cena é uma das várias pintadas no Crucifixo 432 da Galeria degli Uffizi. (fonte)


Crucifico 432 da Galeria degli Uffizi, século XII.

Crucifixo 432, anônimo. Esse crucifixo medieval tinha o objetivo de educar os fiéis. Assim, essas pinturas “falavam” a uma população majoritariamente analfabeta. Isso explica, em partes, a presença de tanta informação numa única cena. (fonte)


CONDENAÇÃO DE JESUS

Preso, Jesus passa pelo julgamento, sendo interrogado por Herodes e depois por Pôncio Pilatus. Este até pretende soltá-lo, mas cede às pressões. Assim, Jesus é condenado, barbaramente açoitado e humilhado.


"Ecce homo" ou "Eis o homem", de Hieronimus Bosch (1450-1516).

"Ecce homo" ou "Eis o homem", de Hieronimus Bosch (1450-1516), Städel Museum, Frankfurt. Pilatus apresenta Jesus flagelado à multidão enfurecida. (fonte)


CAMINHO DO CALVÁRIO

Depois de supliciado, Jesus é obrigado a carregar a própria cruz até o Monte Gólgota ou Calvário.

O afresco de Teófanes, o Cretense, põe num mesmo plano as duas cenas.



"Jesus no Gólgota", afresco de Teófanes, o Cretense, século XVI.

"Jesus no Gólgota", de Teófanes, o Cretense (séc. XVI). Afresco ligado à tradição Cristã Ortodoxa. Por isso, mesmo sendo do século XVI, carrega elementos comuns à arte sacra medieval, como a sequência paralela de acontecimentos. (fonte)


A MORTE DE CRISTO

A morte de Cristo na Cruz é objeto de atenção de muitos artistas. Esta é, de fato, uma das maiores inspirações de todos os tempos. Cada época a reproduz ao seu modo, cada artista propõe uma nova leitura.


Apenas as representações dessa única cena seriam capazes de gerar estudos e discussões para uma vida inteira.


De modo geral, os artistas buscam o drama maior para expressar esse momento tocante e profundo.


"Lamentação sobre o Cristo morto, de Rogier van der Weyden (1399/1400 - 1464).

"Lamentação sobre o Cristo morto" (cerca de 1460), de Rogier van der Weyden (1399/1400-1464), um dos precursores da pintura flamenga. Coleção Mauritshuis, Haia (fonte)


A RESSURREIÇÃO

A ressurreição de Cristo estabelece a nova Páscoa, com Deus tornado Homem que veio para redimir os pecados do mundo.

De acordo com os evangelhos, soldados romanos guardavam a entrada da tumba. Mas de lá sai Cristo, acompanhado de anjos, em meio aos guardas que dormiam.


Ressurreição, por Pietro Perugino (1448-1523).

"Ressurreição para a Igreja de São Francisco em Prato", de Pietro Perugino (1448-1523), Museus do Vaticano. (fonte)


A PAIXÃO DE CRISTO EM PINTURAS

A Paixão de Cristo é um acontecimento central para a humanidade e mereceu a atenção de grandes artistas ao longo dos tempos.


É difícil delimitar um conjunto de pinturas que expresse o universo de abordagens da Paixão e Ressurreição de Cristo. Afinal, são dois mil anos de diferentes olhares, interpretações e releituras.


Cada uma das obras apresentadas aqui merecia uma análise profunda e completa. Seria mesmo muito enriquecedor. Mas fica aqui essa pequena exposição, para marcar essa Páscoa.


FELIZ PÁSCOA!


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