A PAIXÃO DE CRISTO EM PINTURAS
- Ribas Carneiro
- há 3 dias
- 4 min de leitura
Preparei, para esta Páscoa, uma pequena mostra de pinturas que retratam os diferentes momentos da Paixão de Cristo.
A ENTRADA TRIUNFAL DE CRISTO EM JERUSALÉM
A Semana Santa se inicia com o Domingo de Ramos.
De acordo com os Evangelhos, Jesus retornava a Jerusalém, reconhecido pelo povo como Messias e recebido com festa. Apesar da recepção triunfal, Jesus entrou na cidade de forma humilde, montado em um burrinho.

"Entrada de Jesus em Jerusalém", de Giotto de Bondone (1267-1337). É parte do conjunto de afrescos sobre a vida de Cristo na Capela Arena (Capella degli Scrovegni), em Pádua, Itália. Por fazer a transição entre arte medieval e renascentista, Giotto é considerado o pai da pintura do renascimento. (fonte)
A SANTA CEIA
Logo o mesmo povo de Jerusalém se viu manipulado pelos sacerdotes do Templo, que temiam a crescente importância do Messias.
Entretanto, Jesus e os discípulos se preparavam para a celebração da Páscoa, dentro dos ritos judaicos. Eles encontraram um lugar para sua ceia de Páscoa e ali se reuniram.

"A Última Ceia", por Leonardo da Vinci (1452-1519), é provavelmente o afresco mais famoso de todos os tempos. Produzida entre 1495 e 1498, decora uma parede do refeitório da Igreja de Santa Maria delle Grazie, em Milão. (fonte)
AGONIA NO HORTO DAS OLIVEIRAS
Após a ceia, Jesus Cristo foi ao Horto das Oliveiras com três discípulos, Pedro, Tiago e João. Nesse local, Ele se afastou e rezou pedindo ao Pai que, se fosse de Sua vontade, que o liberasse do sacrifício. Mas acatou seu destino.
Em agonia, Jesus buscou seus discípulos por três vezes, sempre encontrando-os dormindo. Em sua solidão, orou e suou sangue.

"Agonia no Jardim", por Andrea Mantegna (1431-1506), pintado por volta de 1450 (National Galery de Londres). O quadro mostra Jesus contemplando querubins com a cruz que viria a ser Seu suplício. Em primeiro plano, os discípulos a dormir. Ao fundo, Judas Iscariotes se aproximando com os guardas. (fonte)
A PRISÃO DE JESUS CRISTO
Judas Iscariotes chega com soldados do Templo. Para identificar o Messias, ele beija a face de Cristo, que é entregue às autoridades religiosas de Jerusalém.
Um discípulo reage e fere um dos soldados. Nesse momento Jesus tocou o soldado e curou-o de imediato, foi Seu último milagre.

"Beijo de Judas", século XII, de artista anônimo denominado Maestro della Croce 432, em referência ao número de inventário da peça. Esta cena é uma das várias pintadas no Crucifixo 432 da Galeria degli Uffizi. (fonte)

Crucifixo 432, anônimo. Esse crucifixo medieval tinha o objetivo de educar os fiéis. Assim, essas pinturas “falavam” a uma população majoritariamente analfabeta. Isso explica, em partes, a presença de tanta informação numa única cena. (fonte)
CONDENAÇÃO DE JESUS
Preso, Jesus passa pelo julgamento, sendo interrogado por Herodes e depois por Pôncio Pilatus. Este até pretende soltá-lo, mas cede às pressões. Assim, Jesus é condenado, barbaramente açoitado e humilhado.

"Ecce homo" ou "Eis o homem", de Hieronimus Bosch (1450-1516), Städel Museum, Frankfurt. Pilatus apresenta Jesus flagelado à multidão enfurecida. (fonte)
CAMINHO DO CALVÁRIO
Depois de supliciado, Jesus é obrigado a carregar a própria cruz até o Monte Gólgota ou Calvário.
O afresco de Teófanes, o Cretense, põe num mesmo plano as duas cenas.

"Jesus no Gólgota", de Teófanes, o Cretense (séc. XVI). Afresco ligado à tradição Cristã Ortodoxa. Por isso, mesmo sendo do século XVI, carrega elementos comuns à arte sacra medieval, como a sequência paralela de acontecimentos. (fonte)
A MORTE DE CRISTO
A morte de Cristo na Cruz é objeto de atenção de muitos artistas. Esta é, de fato, uma das maiores inspirações de todos os tempos. Cada época a reproduz ao seu modo, cada artista propõe uma nova leitura.
Apenas as representações dessa única cena seriam capazes de gerar estudos e discussões para uma vida inteira.
De modo geral, os artistas buscam o drama maior para expressar esse momento tocante e profundo.

"Lamentação sobre o Cristo morto" (cerca de 1460), de Rogier van der Weyden (1399/1400-1464), um dos precursores da pintura flamenga. Coleção Mauritshuis, Haia (fonte)
A RESSURREIÇÃO
A ressurreição de Cristo estabelece a nova Páscoa, com Deus tornado Homem que veio para redimir os pecados do mundo.
De acordo com os evangelhos, soldados romanos guardavam a entrada da tumba. Mas de lá sai Cristo, acompanhado de anjos, em meio aos guardas que dormiam.

"Ressurreição para a Igreja de São Francisco em Prato", de Pietro Perugino (1448-1523), Museus do Vaticano. (fonte)
A PAIXÃO DE CRISTO EM PINTURAS
A Paixão de Cristo é um acontecimento central para a humanidade e mereceu a atenção de grandes artistas ao longo dos tempos.
É difícil delimitar um conjunto de pinturas que expresse o universo de abordagens da Paixão e Ressurreição de Cristo. Afinal, são dois mil anos de diferentes olhares, interpretações e releituras.
Cada uma das obras apresentadas aqui merecia uma análise profunda e completa. Seria mesmo muito enriquecedor. Mas fica aqui essa pequena exposição, para marcar essa Páscoa.
FELIZ PÁSCOA!
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